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Marcos Antonio Manfredini
CRP 94774
Psicólogo especializado em
Dependência Química
Orientação
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DEPENDÊNCIA QUÍMICA
A dependência química é uma doença primária, progressiva e crônica. É um grave problema de saúde pública porque os mais variados efeitos causados pela ingestão de substâncias psicoativas atingem tanto a parte física quanto à psicológica do usuário. É o consumo freqüente, compulsivo, destinado a evitação de sintomas de abstinência e acompanhado por problemas físicos, psicológicos e sociais. Começa como uma escolha, torna-se um hábito e depois uma necessidade”.
O conceito de dependência química é extremamente novo se comparado ao uso de substâncias psicoativas pela humanidade. Isso não significa que o problema não existisse anteriormente. Relatos da Antigüidade, como no Egito e Grécia, descrevem padrões de uso nocivo de álcool. O consumo de substâncias psicoativas estava mais integrado ao cotidiano das sociedades, funcionando como alimento, ora como modulador do estresse ambiental. Entre os Incas, o hábito de mascar folhas de coca auxiliava as classes mais baixas a tolerarem a fome e a fadiga. Desse modo, pode-se notar que o consumo de substâncias era pautado fundamentalmente por questões básicas de subsistência.
Para estes povos, o uso inescrupuloso de substâncias psicoativas, fora da conjuntura religiosa, festiva ou alimentar, era visto como falha moral, sendo uma afronta aos costumes da época e passivo de alguma punição.
A partir de meados do século XX a dependência química começa a ser olhada como uma síndrome, porém, ainda não se consideravam os aspectos psicossociais como os comprometimentos sociais e emocionais dos seus portadores, pois focalizava os aspectos biológicos (delirium tremens e complicações clínicas) e não faziam referência a outros modos problemáticos do consumo.
Em 1951, a Organização Mundial da Saúde identificou o alcoolismo como um processo doentio complexo. Antes do fim da década de 60, a maioria das principais organizações de saúde, incluindo a Associação Médica Americana, a Associação Psiquiátrica Americana e a Associação de Saúde Pública Americana, já reconheciam o alcoolismo como doença.
A dependência química é uma doença primária, progressiva e crônica. Primária, pois não deriva de outra morbidade, e porque pessoas dependentes devem ser tratadas da dependência antes de poder tratar os outros problemas relacionados a ela, como por exemplo: pouco se pode fazer por um alcoólatra que tenha pancreatite se ele não parar de beber.
A Progressividade da doença ocorre pelo fato de o indivíduo desenvolver tolerância ao álcool e às drogas. Seu sistema nervoso central e seu organismo necessitam de doses cada vez mais fortes para atingirem o mesmo grau de satisfação (FLIGIE, 2004). Seu curso progressivo é previsível, sem possibilidade de regressão, evoluindo para estados de maior gravidade se não for estacionada.
A doença é crônica no sentido de que a dependência não deve ser encarada como um único ataque agudo, mas pelo seu caráter permanente, com uma vulnerabilidade contínua aos sintomas da recaída. Pode evoluir para a fase terminal devido às drásticas alterações no comportamento e sistema de valores ético-morais, colapso mental/emocional, falência completa dos órgãos ou o suicídio.
Alguns especialistas chegam a afirmar que poucos dependentes conseguem permanecer abstêmios por toda a vida após um único tratamento, pois se trata de uma doença crônica e recorrente.
Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-IV-TR), o diagnóstico de dependência química requer a presença de, pelo menos, 03 (três) sintomas descritos na lista abaixo, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 (doze) meses, resultando em consumo freqüente, compulsivo, destinado a evitação de sintomas de abstinência acompanhado por problemas físicos, psicológicos e sociais.
+ Tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos:
• Uma necessidade de quantidades progressivamente maiores de substância para adquirir a intoxicação ou o efeito desejado.
• Acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade de substância.
+ Abstinência, manifestada por qualquer um dos seguintes aspectos:
• Síndrome de abstinência característica para a substância.
• A mesma substância (ou uma substância estreitamente relacionada) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de abstinência.
• A substância é freqüentemente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido.
• Existe um desejo persistente ou esforços mal-sucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso da substância.
• Muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância, na utilização da substância ou na recuperação de seus efeitos.
• Importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância.
• O uso da substância contínua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser causado ou exacerbado pela substância.
Conforme a Classificação Internacional de Doenças de Transtornos Mentais e de Comportamento (CID-10), o diagnóstico de dependência química requer a presença de, pelo menos, 03 (três) sintomas descritos na lista abaixo, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 (doze) meses.
+ Um forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância.
+ Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de seu início, término e níveis de consumo.
+ Um estado de abstinência fisiológico quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado por: síndrome de abstinência para a substância ou
o uso da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar sintomas de abstinência.
+ Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativas são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas.
+ Abandono progressivo de prazeres e interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento do tempo necessário para se recuperar de seus efeitos.
+ Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de conseqüências manifestadamente nocivas (devem-se fazer esforços claros para determinar se o usuário estava realmente consciente da natureza e extensão do dano).
Quando o consumo quase sempre é acompanhado de complicações(acidentes, brigas, perda de compromissos) é denominado uso nocivo ou abuso e está classificado conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-IV-TR):
+ Um padrão mal-adaptativo de uso de substância levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por um (ou mais) dos seguintes aspectos, ocorrendo dentro de um período de 12 meses.
• Uso recorrente da substância resultando em um fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho, na escola ou em casa (p. ex., repetidas ausências ou fraco desempenho ocupacional relacionados ao uso da substância; ausências, suspensões da escola relacionadas à substância; negligência com os filhos ou como os afazeres domésticos).
• Uso recorrente da substância em situações nas quais isso representa perigo físico (p. ex., dirigir um veículo ou operar uma máquina quando prejudicado pelo uso de substâncias).
• Problemas legais (p. ex., detenções por porte ou conduta desordeira relacionadas à substância).
• Uso continuado da substância, apesar de problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos da substância (p. ex., discussões com o cônjuge acerca das conseqüências da intoxicação, lutas corporais).
• Os sintomas jamais satisfazem os critérios para dependência para esta classe de substância.
Para o uso nocivo ou abuso de substâncias psicoativas, na Classificação Internacional de Doenças de Transtornos Mentais e de Comportamento (CID-10), a lista é:
+ O diagnóstico requer que um dano real deva ter sido causado à saúde física e mental do usuário.
+ Padrões nocivos de uso são freqüentemente criticados por outras pessoas e estão associados a conseqüências sociais diversas de vários tipos. O fato de um padrão de uso ou uma substância em particular não serem aprovados por outra pessoa, pela cultura, ou terem levado a conseqüências socialmente negativas, tais como prisão ou brigas conjugais, não é por si mesmo evidência de uso nocivo.
+ A intoxicação aguda ou a “ressaca” não é por si mesma evidência suficiente de dano à saúde requerido para codificar uso nocivo.
+ O uso nocivo não deve ser diagnosticado se a síndrome de dependência, um
transtorno psicótico ou outra forma específica de transtorno relacionado ao uso de drogas ou álcool está presente.
O conceito atual de dependência química, além de trazer critérios diagnósticos claros, aponta para a existência de diferentes graus de dependência. Podemos separar em três tipos o consumo de álcool e drogas: “uso”, “abuso” e “dependência”, porém, a diferença entre o tipo de consumo não é totalmente identificada. O “uso” como sendo o consumo de alguma substância, esporádica ou episódica, sem conseqüência de nenhuma ordem; “abuso” sendo o consumo associado a algum prejuízo físico, psíquico, familiar ou social; e finalmente a “dependência” como sendo o consumo sem controle, diretamente relacionado a graves problemas em diversas áreas da vida.

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